martes, 6 de abril de 2010

Hoje, mais uma vez,
O som do mestre ouvi
O chamado familiar

À saudade decaí

Outra quimera confusa
Outra peça pregada
O bobo da corte é minha mente
Que volta a deixar-me despedaçada

Em sonhos te ouço
Ou talvez finja ouvir
Mais uma torpe nostalgia
Que finjo não sentir

Caio uma vez
Sob minhas mãos choro
Oh, Erzie, querido
Não sabes o quanto te anhoro

Uma mão quente me tocou
Isto eu, vezes, já vi
Só mais uma miragem,
Ou é real o que senti?

Um corpo me abraça
O perfume é familiar
Finalmente, mestre meu,
Volto a te encontrar!

Para Erzie, meu mestre.

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