Luchando, cuerpo a cuerpo, con la muerte,
al borde del abismo, estoy clamando
a Dios. Y su silencio, retumbando,
ahoga mi voz en el vacío inerte.
Oh Dios. Si he de morir, quiero tenerte
despierto. Y, noche a noche, no sé cuándo
oirás mi voz. Oh Dios. Estoy hablando
solo. Arañando sombras para verte.
Alzo la mano, y tú me la cercenas.
Abro los ojos: me los sajas vivos.
Sed tengo, y sal se vuelven tus arenas.
Esto es ser hombre: horror a manos llenas.
Ser —y no ser— eternos, fugitivos.
¡Ángel con grandes alas de cadenas!
jueves, 13 de mayo de 2010
Hombre - Blas De Otero
lunes, 26 de abril de 2010
Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva, não quero ter você molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.
E verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.
Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas - Depois olantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.
Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.
Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(Nem vou deixar - mesmo querendo - nenhuma fotografia.
Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia)
viernes, 23 de abril de 2010
Mas por dentro ardo eu
O desejo maldito
Que o meu corpo acendeu
Sei o que você quer
Teu corpo me chama
Renda-se ao convite
Meu corpo te clama
As poesias de amor
Apenas alvitres são
Meu corpo declama
Agora a doce devassidão
Ouça meu chamado
Teus desejos consentirei
Aprecie o meu corpo
Tua mente envolverei
Embarcarei em teus sonhos
E de mim poderás provar
Aproveite essa noite
Para teus bel-prazeres realizar
Você é meu deus
Anjo caído em maldição
Mas durante essa fria noite
Eu sou a dona da perversão!
sábado, 10 de abril de 2010
Sonhos de Louisianna II
Junte-se a mim.
Apresento-te ilíada.
Ela se pinta de carmim.
Veja como é jovem.
Pena que já vai trabalhar.
Essa é sua ordem:
Sua mãe ajudar.
Linda a dedicação,
Não acha?
Mas ela sente em seu coração,
Que não se encaixa.
Mira.
O comprador é um jovem adulto.
Percebeu querida?
Ela é o produto.
Esse é o resultado:
O homem a despe e faz o que quer.
Ele a usa extasiado.
Ela toma como dor o prazer de ser mulher.
Pequena ilíada,
Conseguiu.
Mas a mãe tomou o dinheiro
E sumiu.
E agora?
Quem alimenta o irmão?
Olha a hora.
Ela volta a passar de mão em mão
.
miércoles, 7 de abril de 2010
Teu corpo ainda anseio
Mesmo sem ter te tocado
Tua boca saboreio
Minha alma poetisa
A tua agora anhora
E o primeiro doce toque
Ela agora implora
Tuas mãos em minhas pernas
O delicado gemido sacando
Tua boca na minha
Aquele gemido calando
Minhas mãos em tuas costas
As leves unhas arranhando
Minhas pernas ao teu redor
Ao teu corpo me apertando
Minha boca em teu pescoço
Suavemente mordendo
As marcas deixando
O sangue escorrendo
O sabor da tua pele
Meus lábios sugando
Minhas mãos em tuas coxas
Suavemente pressionando
Tua língua no meu ventre
Descendo, explorando
De volta à minha boca
Eu, do meu sabor provando
Colando em minha entreperna
Sua masculinidade apertando
Os efeitos do seu prazer
Devagar me penetrando
Uma investida suave
Mais forte se tornando
Mais duro, mais rápido
Meus gritos ecoando
.
martes, 6 de abril de 2010
Hoje, mais uma vez,
O som do mestre ouvi
O chamado familiar
À saudade decaí
Outra quimera confusa
Outra peça pregada
O bobo da corte é minha mente
Que volta a deixar-me despedaçada
Em sonhos te ouço
Ou talvez finja ouvir
Mais uma torpe nostalgia
Que finjo não sentir
Caio uma vez
Sob minhas mãos choro
Oh, Erzie, querido
Não sabes o quanto te anhoro
Uma mão quente me tocou
Isto eu, vezes, já vi
Só mais uma miragem,
Ou é real o que senti?
Um corpo me abraça
O perfume é familiar
Finalmente, mestre meu,
Volto a te encontrar!
Para Erzie, meu mestre.
lunes, 5 de abril de 2010
Reconhecimento ao Talento - A Tríade
Ele me encantou
Ao primeiro verso que escreveu
E com tudo que falou
Minha alma cedeu
Elogios lançou
Achou que meu fã seria
Mas meu ídolo se tornou
Ora, quem acreditaria?
Seja falando de amor
Ou talvez de perversão
Seja escrevendo o que for
Escreve com o coração
Com seu jeito que me espelhou frieza,
Mas seu coração terno,
Sempre com destino a grandeza,
Em seu talento eterno.
Mistérios e segredos.
Sua vida a me contar.
Felicidades e medos.
Com seu carinho a me encantar.
Alguém que pouco conheço,
Que logo me conquistou.
Com carinho e sem preço,
Minha amizade ganhou.
Só tenho a agradecer.
Onde o tempo que passar.
Logo vai acontecer.
Uma eterna amizade surgirá.
Lindos elogios e palavras.
Hoje com toda emoção.
Vejo-me alegrar a alma.
Obrigada, de todo meu coração.
viernes, 2 de abril de 2010
Não queira morrer
Todo esse medo
Eu o sinto derreter
Eu sinto o seu cheiro
Mesmo ante o pânico
Você é um homem
Do meu corpo ouve o cântico
Ele te chama
Verdade monsieur?
Você quer minha cama
Mesmo se morrer
Possua-me
Se for capaz
Afaste o medo
Vamos ver o que faz
Ganhe meu corpo
Você tem uma chance
Pense bem
Esse é o único lance
Pese as eleições
Se você perder
Seu medo eternamente
Vai me pertencer
Vamos mon amour
Toque-me suavemente
Assim como levarei
Sua vida calmamente
jueves, 18 de febrero de 2010
Leva-la onde possa gritar
Um ultimo grito surdo
Para que possa descansar
Que esse lugar livre
Seja o paraíso onde nasci
Esse lugar é dela enterro
O paraíso onde cresci
Minha terra nunca será prisão
Nela livre voz será
Exile-a como é desejo
Para que possa descansar
Depois de calada
Calada não estará
Porque até onde o olho alcança
Minha terra livre será
Minha voz
Livre estará
E entre coqueiros dourados
Eternamente voará
viernes, 5 de febrero de 2010
Eu passo horas
Tentando não pensar
Eu perco tempo
Brincando de tentar
Porque eu finjo
Que não é isso que eu quero?
Porque eu dissimulo?
Se é só isso que eu espero
Porque eu tento
Ou finjo tentar
Não ser romântica
E, em ti, não pensar?
Eu tenho medo
Que você não me queira
Não como eu te quero
Ou de nenhuma maneira
Tenho medo
Não adianta negar
Tenho de admitir
Meu deleite é te amar
Eu queria ter certeza
Que você me quer
Quer-me como um amor
E não só como mulher
A certeza é impossível
Isso eu creio saber
Mas bastaria ouvir-te
Para meu coração aquecer
Você realmente me quer?
jueves, 28 de enero de 2010
Sonhos de Louisianna I
Vista seu vestido mais bonito
Use a manta do infinito
Está pronta?
A valsa vai começar
Adentre o salão
A música está a tocar
Dê-me sua mão
Vamos agora dançar
Vejo um rosto
Está radiante
Vejo o piano
Ali adiante
Você os vê querida?
Você consegue sentir?
Sim?
Então continuemos
Reluzimos
Dê-me teu coração
Despimo-nos
Bem-vinda à valsa da perversão
sábado, 23 de enero de 2010
Estou sentada à minha mesa, ouço mais uma enfadonha aula de inglês, enquanto aguardo que meus companheiros finalizem os deveres. Na verdade, não confiro muita aplicação a essa aula. É um pouco entediante. Acho que é perceptível pelo que escrevo na ocasião. A grande dificuldade é que, dessa vez, não tenho contexto para distrair-vos em palavras difíceis.
Agora estamos na aula de religião, mais uma importuna aula. Tivemos um pequeno debate sobreo já bem debatido problema (ou solução) de desligar os aparelhos vitais de um enfermo terminal. E você? Tem uma opinião formada? Já passou por algo assim? A Eutanásia é uma decisão difícil. Você mataria sua mãe? Não? E a deixaria sofrer em uma doença eu terminal? Repense seus conceitos. Seria egoísmo mata-la? Estaríamos apenas tentando descansar? Seria egoísmo deixa-la viver? Estaríamos apenas tentando prende-la ao nosso lado? E então? Qual seria sua decisão?
Você pode tentar decidir algo ou apenas recriminar-me por levantar o tema, mas a grande verdade é que você só poderá decidir quando se deparar com essa situação, com esse ponto sem retorno.
Melhor pedir para não saber decidir. É complicado. Às vezes é melhor não saber, prender-se na ignorância. De que vale essa inteligência se é acompanhada por dor?
viernes, 22 de enero de 2010
Minha alucinação
À sobriedade
Doce alusão
Hoje
Eu não quero realidade
Hoje
Eu quero ebriedade
Agora
Eu quero sonhar
E com as asas da fantasia
Quero somente voar
Quero esquecer
Na loucura cair
Quero me perder
E do mundo fugir
Nos braços da quimera
Quero me aninhar
No calor da paixão
Quero agora me esquentar
Perder-me na incerteza
Saltar no vão da ilusão
E no cabal da luxuria
Entregar-me à sedução
Meu extasy eu peço
Meu pecado é o querer?
Então me condena agora
Porque eu quero você
Estou sentada no meu cômodo divã, assistindo na TV mais um insigne relato sobre os homicídios seqüenciais mais afamados do mundo. O monstro de Gênova, Monsalve, O açougueiro de Rostov, Javed Iqbal, O palhaço assassino, Rosemary West, Jack o estripador. Essas alcunhas são conhecidas não? Conjeturo que sim. Você já parou pra refletir na impassibilidade desses homicidas ao violentarem, estrangularem, esfolarem, dilacerarem ou puramente assassinarem a cada uma de suas vitimas? Vendo os olhos dos imaculados não tão imaculados assim, ouvindo suas vozes obsecrarem. Essa vitima jura ser inocente, o assassino jura ser inocente, mas quem é inocente hoje? Uma criança pode nascer com uma enfermidade venérea, muitos dizem que um nasce com a historia que habitou na vida anterior. Inocência? Isso existe? Isso é um animal raro em extinção. Se inocência não existe, pelo que esses assassinos são condenados? E pelo que eles condenam?

