jueves, 18 de febrero de 2010

Quando minha voz cale
Leva-la onde possa gritar
Um ultimo grito surdo
Para que possa descansar

Que esse lugar livre
Seja o paraíso onde nasci
Esse lugar é dela enterro
O paraíso onde cresci

Minha terra nunca será prisão
Nela livre voz será
Exile-a como é desejo
Para que possa descansar

Depois de calada
Calada não estará
Porque até onde o olho alcança
Minha terra livre será

Minha voz
Livre estará
E entre coqueiros dourados
Eternamente voará

viernes, 5 de febrero de 2010

Eu passo horas

Tentando não pensar

Eu perco tempo

Brincando de tentar

Porque eu finjo

Que não é isso que eu quero?

Porque eu dissimulo?

Se é só isso que eu espero

Porque eu tento

Ou finjo tentar

Não ser romântica

E, em ti, não pensar?

Eu tenho medo

Que você não me queira

Não como eu te quero

Ou de nenhuma maneira

Tenho medo

Não adianta negar

Tenho de admitir

Meu deleite é te amar

Eu queria ter certeza

Que você me quer

Quer-me como um amor

E não só como mulher

A certeza é impossível

Isso eu creio saber

Mas bastaria ouvir-te

Para meu coração aquecer

Você realmente me quer?