jueves, 28 de enero de 2010
Sonhos de Louisianna I
Vista seu vestido mais bonito
Use a manta do infinito
Está pronta?
A valsa vai começar
Adentre o salão
A música está a tocar
Dê-me sua mão
Vamos agora dançar
Vejo um rosto
Está radiante
Vejo o piano
Ali adiante
Você os vê querida?
Você consegue sentir?
Sim?
Então continuemos
Reluzimos
Dê-me teu coração
Despimo-nos
Bem-vinda à valsa da perversão
sábado, 23 de enero de 2010
Estou sentada à minha mesa, ouço mais uma enfadonha aula de inglês, enquanto aguardo que meus companheiros finalizem os deveres. Na verdade, não confiro muita aplicação a essa aula. É um pouco entediante. Acho que é perceptível pelo que escrevo na ocasião. A grande dificuldade é que, dessa vez, não tenho contexto para distrair-vos em palavras difíceis.
Agora estamos na aula de religião, mais uma importuna aula. Tivemos um pequeno debate sobreo já bem debatido problema (ou solução) de desligar os aparelhos vitais de um enfermo terminal. E você? Tem uma opinião formada? Já passou por algo assim? A Eutanásia é uma decisão difícil. Você mataria sua mãe? Não? E a deixaria sofrer em uma doença eu terminal? Repense seus conceitos. Seria egoísmo mata-la? Estaríamos apenas tentando descansar? Seria egoísmo deixa-la viver? Estaríamos apenas tentando prende-la ao nosso lado? E então? Qual seria sua decisão?
Você pode tentar decidir algo ou apenas recriminar-me por levantar o tema, mas a grande verdade é que você só poderá decidir quando se deparar com essa situação, com esse ponto sem retorno.
Melhor pedir para não saber decidir. É complicado. Às vezes é melhor não saber, prender-se na ignorância. De que vale essa inteligência se é acompanhada por dor?
viernes, 22 de enero de 2010
Minha alucinação
À sobriedade
Doce alusão
Hoje
Eu não quero realidade
Hoje
Eu quero ebriedade
Agora
Eu quero sonhar
E com as asas da fantasia
Quero somente voar
Quero esquecer
Na loucura cair
Quero me perder
E do mundo fugir
Nos braços da quimera
Quero me aninhar
No calor da paixão
Quero agora me esquentar
Perder-me na incerteza
Saltar no vão da ilusão
E no cabal da luxuria
Entregar-me à sedução
Meu extasy eu peço
Meu pecado é o querer?
Então me condena agora
Porque eu quero você
Estou sentada no meu cômodo divã, assistindo na TV mais um insigne relato sobre os homicídios seqüenciais mais afamados do mundo. O monstro de Gênova, Monsalve, O açougueiro de Rostov, Javed Iqbal, O palhaço assassino, Rosemary West, Jack o estripador. Essas alcunhas são conhecidas não? Conjeturo que sim. Você já parou pra refletir na impassibilidade desses homicidas ao violentarem, estrangularem, esfolarem, dilacerarem ou puramente assassinarem a cada uma de suas vitimas? Vendo os olhos dos imaculados não tão imaculados assim, ouvindo suas vozes obsecrarem. Essa vitima jura ser inocente, o assassino jura ser inocente, mas quem é inocente hoje? Uma criança pode nascer com uma enfermidade venérea, muitos dizem que um nasce com a historia que habitou na vida anterior. Inocência? Isso existe? Isso é um animal raro em extinção. Se inocência não existe, pelo que esses assassinos são condenados? E pelo que eles condenam?
jueves, 21 de enero de 2010
"Asomaba a sus ojos una lágrima
y a mi labio una frase de perdón;
habló el orgullo y se enjugó su llanto,
y la frase en mis labios expiró.
Yo voy por un camino; ella, por otro;
pero, al pensar en nuestro mutuo amor,
yo digo aún: —¿Por qué callé aquel día?
Y ella dirá: —¿Por qué no lloré yo?"Gustavo Adolfo Bécquer
Você finge entender, finge saber o que digo, entre minhas palavras pulcras e rebuscadas. Sim carinho? Você realmente entende? Então profira o que quero pronunciar, pois eu não me entendo, não sei o que quero articular, o que tenho que contar. Contudo eu sei que é algo, ou não?Por que exclusivamente te narro termos rebuscados? Eu tento dissimular meus válidos cálices sob minha inventiva agudeza?
Você agora olha para essas palavras congregadas em um aleivoso escrito e pensa: que frivolidades infantis, que infantilidades frívolas, só mais uma perca de tempo.
Eu perco tempo escrevendo, você perde tempo lendo e fingindo ignorar. Somos prósperos em nossas existências, ou não? Você é ditoso fingindo ignorar os que você na verdade menoscaba? Eu sou feliz na minha vida? Você acha que eu sou feliz se estou aqui escrevendo?
Porque minhas inquires não silenciam? Porque elas não cessam de indagar o que ninguém sabe contestar?
Em uma noite longa
Um solstício de inverno
Libertamos os prazeres
De nosso amor eterno
Reluzia impetuosa
Entre sonhos mil
Voando imperiosa
Cruzando o céu anil
Ela, cruel,
Sobre uma cama de cetim,
Manchava os lençóis,
Com o tom carmim.
Nossos corpos engalfinhados
Corados com o calor
O prazer suado
Desvendando o amor
Imaginação a planar
Elevada pelo ar
Mente a flutuar
Na nossa perversão de amar
É perfeita e imperfeita.
É sagrada, é profana.
É divina e diabólica.
É Sã, é Insana.

