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viernes, 17 de agosto de 2012

Os versos que um dia você me dedicou, eu nunca vou esquecer. Saudades, mestre.

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não t'os digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca


jueves, 9 de agosto de 2012

10/08/2011


Él caminaba hacia lugar ninguno, sus pies trazaban un camino desconocido, sorteando por entre piedras, charcos y suciedad. La lluvia hacía mucho había dejado de ser suave, ahora castigaba incesante a todo el que se atrevía a cruzar aquellas calles. Su cuerpo, tambaleante, amenazaba desplomarse en el próximo paso, el esfuerzo era casi más de lo que podía aguantar, pero él no paraba, sin saber exactamente porque. A su lado la gente pasaba con prisas y mirada fija en sus propias vidas. Los paraguas eran lo único que impedía que la lluvia se llevara aquellas mascaras de sociedad perfecta. Él lo sabía mejor, veía a través de las máscaras, veía los deseos más oscuros escondidos detrás de las sonrisas, él sabía a donde cada uno se dirigía, conocía todos los secretos del universo, excepto el camino que él mismo tenia que seguir. La verdad es que tenía gracia.

Una iglesia oscura se erguía ahora a su lado derecho, lo que los hombres creían ser la salvación de sus inmundas almas. Las torres apuntaban al cielo nocturno, el agua que caía por las paredes se llevaba consigo la suciedad y la pintura de siglos atrás. En esas paredes, una horda de ángeles de piedra daban la falsa seguridad a los creyentes y alternaban entre la belleza y el miedo a los transeúntes. Él siempre había deseado cruzar aquellas puertas, intentar sentir lo que la fe daba a los humanos, el poder que creían tener por rezar a un dios ficticio, inexistente. Claro está que él nunca arriesgaría algo así por un simple deseo de seguridad, él no lo haría, conocía bien los desastres que ocurrirían si cruzara aquellas puertas, si osara tocar un suelo que, sin querer, los hombres habían salvaguardado de los seres equivocados, habían protegido sus terrenos de la salvación dejándolos abiertos a la desgracia. Ignorantes.

Con una última mirada, él dejó atrás la vista de la iglesia y siguió caminando, apoyándose en sus pies cansados y heridos, dejando su mente a la deriva, su mente que aun seguía vivaz en el cuerpo demacrado. Su cuerpo, congelado en una edad temprana, sufría la maldad del tiempo y de la peregrinación de siglos. Estaba cansado. Ya no aguantaba más. Los ignorantes deseaban el conocimiento, los que lo tenían deseaban tirarse por una ventana. Nadie estaba contento.

jueves, 13 de mayo de 2010

Hombre - Blas De Otero

Luchando, cuerpo a cuerpo, con la muerte,
al borde del abismo, estoy clamando
a Dios. Y su silencio, retumbando,
ahoga mi voz en el vacío inerte.

Oh Dios. Si he de morir, quiero tenerte
despierto. Y, noche a noche, no sé cuándo
oirás mi voz. Oh Dios. Estoy hablando
solo. Arañando sombras para verte.

Alzo la mano, y tú me la cercenas.
Abro los ojos: me los sajas vivos.
Sed tengo, y sal se vuelven tus arenas.

Esto es ser hombre: horror a manos llenas.
Ser —y no ser— eternos, fugitivos.
¡Ángel con grandes alas de cadenas!

lunes, 26 de abril de 2010

Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva, não quero ter você molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.
E verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.
Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas - Depois olantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.
Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.
Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(Nem vou deixar - mesmo querendo - nenhuma fotografia.
Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia)

Fernanda Young

viernes, 23 de abril de 2010

Meu corpo está frio
Mas por dentro ardo eu
O desejo maldito
Que o meu corpo acendeu

Sei o que você quer
Teu corpo me chama
Renda-se ao convite
Meu corpo te clama

As poesias de amor
Apenas alvitres são
Meu corpo declama
Agora a doce devassidão

Ouça meu chamado
Teus desejos consentirei
Aprecie o meu corpo
Tua mente envolverei

Embarcarei em teus sonhos
E de mim poderás provar
Aproveite essa noite
Para teus bel-prazeres realizar

Você é meu deus
Anjo caído em maldição
Mas durante essa fria noite
Eu sou a dona da perversão!

sábado, 10 de abril de 2010

Sonhos de Louisianna II

Aqui novamente querida?
Junte-se a mim.
Apresento-te ilíada.
Ela se pinta de carmim.

Veja como é jovem.
Pena que já vai trabalhar.
Essa é sua ordem:
Sua mãe ajudar.

Linda a dedicação,
Não acha?
Mas ela sente em seu coração,
Que não se encaixa.

Mira.
O comprador é um jovem adulto.
Percebeu querida?
Ela é o produto.

Esse é o resultado:
O homem a despe e faz o que quer.
Ele a usa extasiado.
Ela toma como dor o prazer de ser mulher.

Pequena ilíada,
Conseguiu.
Mas a mãe tomou o dinheiro
E sumiu.

E agora?
Quem alimenta o irmão?
Olha a hora.
Ela volta a passar de mão em mão

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miércoles, 7 de abril de 2010

Mesmo tão distante
Teu corpo ainda anseio
Mesmo sem ter te tocado
Tua boca saboreio

Minha alma poetisa
A tua agora anhora
E o primeiro doce toque
Ela agora implora

Tuas mãos em minhas pernas
O delicado gemido sacando
Tua boca na minha
Aquele gemido calando

Minhas mãos em tuas costas
As leves unhas arranhando
Minhas pernas ao teu redor
Ao teu corpo me apertando

Minha boca em teu pescoço
Suavemente mordendo
As marcas deixando
O sangue escorrendo

O sabor da tua pele
Meus lábios sugando
Minhas mãos em tuas coxas
Suavemente pressionando

Tua língua no meu ventre
Descendo, explorando
De volta à minha boca
Eu, do meu sabor provando

Colando em minha entreperna
Sua masculinidade apertando
Os efeitos do seu prazer
Devagar me penetrando

Uma investida suave
Mais forte se tornando
Mais duro, mais rápido
Meus gritos ecoando

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